terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Apenas uma análise...

_EU_ Nunca fui muito de acreditar nas pessoas, talvez, porque elas nunca me deram motivos para acreditar.
Devo lembrar que "somos aquilo que passamos, um dia", de forma relativa, claro. Mas é assim que acontece, com a grande maioria.

Na análise, sempre é dito: "Possa ser que..."; "Mesmo assim..."; "Talvez...". Não se pode ter certeza de algo relativo, a certeza é tida em fórmulas, nada mais. E admito que se não fosse os obstáculos do dia-dia, não teria minha formação como ser-humano. A tristeza nos faz reconhecer a alegria. Porque na maior parte das vezes, o indivíduo não a enxerga como deveria. Uma punhalada do destino, porém, o fará dar mais valor.
Enfim, tento fazer "dos bons momentos", os mais longos possíveis; tento dar vida até aos desenhos, vida às palavras, aos livros. Tento não perder o pouco que me resta do amor à vida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Agradecimentos...

Pessoal!! queria agradecer pela atenção de vocês. Muito obrigada pelos comentários, sempre que eu puder estarei passando no de vocês, pois adoro ler e conhecer pessoas que apreciam coisas parecidas. É muito importante que aconteça isso.


Um grande abraço à todos!

A vida é vítima das mais diversas interpretações...

A vida! Como ser entendida? Dentre livros, documentários, filosofias. A vida, quando não vivida, só pode ser vista dentro de um caos irredutível. A vida está dentro de cada interpretação humana. "Alguns vivem, outros apenas existem", e assim segue a humanidade.
Algumas pessoas entendem, que o formato dos dedos significam uma das representações do ciclo da vida. Eu prefiro dizer que nunca há uma "descida do indivíduo", e também digo que o tempo só traz novas experiências. Tudo bem, as experiências podem ser representadas pelos próprios erros, mas cada erro serve sempre como mais um degrau para a subida. É tentar apagar com a borracha ou corretivo, ou também deixar escrito e "mudar o roteiro".
É mais ou menos assim, o livro de "Vida - Sobrevivência", não dirá o que significa a vida, especificamente para você, mas é como a vê, o autor. Possa ser que se indentifique, ou simplesmente discorde do ponto de vista.
Bem, e a minha resposta? Caro leitor, para mim, a vida é um hospital, onde os próprios médicos são pacientes. Apenas isso.


Um abraço!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Perdi o sentido...

Sim, perdi o sentido e agora estou mais louca do que um dia pensei estar. Me enganei, quando pensei estar enganada; chorei, talvez por pensar tanto na morte. Se estou fisicamente doente, eu não sei, mas a minha alma a cada dia piora, talvez ela se apresse em falar que eu a aprisiono, que eu não zelo por ela, simplesmente que eu a abandono, por não ser capaz de lutar por ela.
Me afogo em xícaras de café, em livros empoeirados, em chás gelados, em sonetos de falecidos. Danço mentalmente as músicas melancólicas, vestidas de seus refinados tecidos. Me perdi na linha reta, nem sequer cheguei a dobrar, nem mesmo passei para outra rua, justamente pelo medo de errar. E me perdi na direção, me enganei quando pensei me enganar, voltei dois passos no asfalto, é quando o sol só faz esquentar. Chorei na trilha, engoli o último suspiro, levantei e comecei a caminhar.
Ora, simplesmente perdi o sentido, até as palavras se desviaram, se misturaram, não voltam ao seu lugar, me enrolam como se quisessem mesmo falar. Mas elas não respondem, só brincam de esconde-esconde. E agora? Vou ler, vou pensar, vou me deitar.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ela, que tinha medo das Emoções...

Um dia ela caiu em si, quis voltar, se apavorou. Quis acordar, mesmo sabendo agora, que estava acordada. Quis recuperar, reverter e disse à si mesma que, da morte, não poderia fugir, mas desviá-la, talvez...
Na realidade não foi bem assim, ela tinha a consciência de que enxergou em três semanas, o que não viu durante quase toda a vida. O tempo é curto, quando se parece longo, o tempo sempre alcançou de maneira vaga, os pensamentos. Os segundos que perdia reclamando em frente à televisão, poderiam ter sido úteis para o telefone: ligar pra mãe, falar da saudade que fazia, mandar um beijo ou simplesmente chorar. O que?! Não podia, tinha medo das emoções, tinha medo de se afogar. Não queria chorar, já havia derramado muitas lágrimas na vida, por isso procurava evitá-las, procurava se afastar de todo o drama, de todo o sentimento.
Hoje ela está sentada, na poltrona junto à janela do quarto, escrevendo, escutando o som do próprio subconsciente, ouvindo até que não foi capaz de evitar.
Apostava na vida, como a certeza que tinha do próximo suspiro. "Amanhã eu farei". E o amanhã tornava-se passado, cada vez mais que era pronunciado. O relógio corria, no fim do dia a apavorava.
Hoje ela está parada, o tempo já nem a perturba, as horas sossegaram. Mas hoje ela está calada, tomando uma leve xícara de chá. Está pensativa e pela primeira vez, de olhos fundos de dor. A consciência, como um barco furado "se não tivesse feito do presente, o passado inacabado, talvez chegaria à tempo de revelar o quanto eu a amava".

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Vila Verona...

Foi por ali que passei, calçadas da Vila Verona,
lojas de chocolate, onde o olfato se confunde com o sabor.
Moças adoráveis, sonhadoras, à espera do grande amor.
Foi por ali que passei, flores formosas,
a única vez que as encontrei.
Ali que parei, no mesmo banco de pedra, sentei.
Ali também conversei, sorri, levantei.
Cansei, de rimar os passos, os caminhos doces que tracei.
Esgotei a mente em versos visíveis.
Devo ter confundido o coração.
Bati na porta da solidão,
sem saber que me esperava, a escuridão.
Confiei desconfiada, falante e calada,
nas estrofes do amor.
Bati a cabeça, esqueci até quem sou.
Ouvi vozes em casa, naquele mesmo corredor.
Escorreguei, temi os olhos,
lembrei, na Vila Verona, só havia você.