segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

As Últimas luzes da Avenida...

Não me revolto com essas tuas palavras,
tão tolas, tão bobas. Pra mim, não passam de palavras...
Não escuto, só ouço calada,
nem observo, não me interesso, por isso que falas.
Não espero, eu ando, eu corro, me escondo e mais nada.
Só choro quando quero, não estou nem aí.
Eu não peço, prossigo,
finjo que acredito.
Fecho os olhos, suspiro,
pego a bolsa, saio pela porta da sala.
O carro estacionado, sempre na frente do portão.
Ligo o som, as músicas na próxima estação.
Os postes acesos, na avenida, na beira da praia,
o veículo semi-iluminado, irrefreável.
Todos, indo, vindo, tristes ou alegres,
Jovens ou velhos. Até tentaram me avisar,
até apontaram na minha direção,
até chegaram a falar...
Foi tarde, o carro acendeu os primeiros fogos de fim de ano,
deu o Adeus inesperado da vida,
ainda vi as últimas luzes da avenida.

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