quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Vila Verona...

Foi por ali que passei, calçadas da Vila Verona,
lojas de chocolate, onde o olfato se confunde com o sabor.
Moças adoráveis, sonhadoras, à espera do grande amor.
Foi por ali que passei, flores formosas,
a única vez que as encontrei.
Ali que parei, no mesmo banco de pedra, sentei.
Ali também conversei, sorri, levantei.
Cansei, de rimar os passos, os caminhos doces que tracei.
Esgotei a mente em versos visíveis.
Devo ter confundido o coração.
Bati na porta da solidão,
sem saber que me esperava, a escuridão.
Confiei desconfiada, falante e calada,
nas estrofes do amor.
Bati a cabeça, esqueci até quem sou.
Ouvi vozes em casa, naquele mesmo corredor.
Escorreguei, temi os olhos,
lembrei, na Vila Verona, só havia você.

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